domingo, 15 de março de 2009

VI Automobilia Ibérica - Moita

Este fim de semana teve lugar mais uma edição da Automobilia Ibérica na Moita, que já vai na sétima edição.
Sendo esta a 4ª edição que presenciei, considero que não foi a que mais me surpreendeu, o que pode até não querer dizer nada, pois a verdade é que ao final de uns anos já começa a ser dificil apanhar grandes surpresas, ainda assim dá sempre gosto ver uma série de automóveis, uns mais clássicos que outros, de boa saúde. É que embora o evento seja de automobilia, todos os visitantes que tem o seu clássico aproveitam a oportunidade de ir até lá com ele e desfilar pelo parque de estacionamento para depois pará-lo num local onde dê bem nas vistas para todos o poderem apreciar.
Não sendo este um evento onde aparecem grandes relíquias e raridades, não deixa de ser interessante apreciar uma série de veículos mais populares, mas ainda assim muito interessantes.

Na tarde de Sábado a afluência era bastante, com muitos aficionados dos automóveis clássicos, bem como muitos curiosos, já que esta "coisa" dos automóveis chama sempre muita gente (e com entrada livre ainda mais). Não sei se os expositores em geral fizeram bom negócio, mas eu pela minha parte dei o meu contributo e lá trouxe mais umas miniaturas. :D
O meus parabéns à organização, que continua a manter a Moita no mapa dos Clássicos.
PJC

terça-feira, 10 de março de 2009

Mazda MX-5 mk1 (20 anos)

Sou extremamente suspeito para falar deste magnifico carro, porque sou um verdadeiro fã do MX-5.
É curioso que quando sairam os modelos da primeira série, que agora faz 20 anos, eu dizia mal deste belo carrinho japonês. Basicamente chamava-lhe imitação do Lotus Elan com desdém.
De facto o MX-5 original foi buscar muita inspiração a esse belo modelo da marca de Colin Chapman, tal como mais uns positos a outros roadster ingleses.
Só que os japoneses são tramados e não se limitaram a copiar o estilo ou design, conseguiram também imitar o comportamento, a simplicidade e até a sonoridade, mas acima de tudo conseguiram dotar este pequeno carro de uma "fonte" de puro prazer de condução (mesmo a velocidades perfeitamente legais) tal como Lotus Elan original de onde foram "beber" inspiração. Só que aqueles senhores do sol nascente (ainda que este modelo tenha sido maioritáriamente idealizado na Mazda Califórnia), foram mais além e dotaram o MX-5 de algo pouco cumum no que diz respeito a veículos descapotáveis, que foi uma excelente qualidade de construção, associada à já tradicional fiabilidade japonesa, com custos de manutenção muito baixos, bem como um extremamente acessível preço de aquisição (pelo menos em quase todo o mundo, excepto Portugal).
No fundo, foram todas estas características que fizeram do Mazda MX-5 o ícone que é hoje, com apreciadores em todo o mundo, com imensos clubes dedicados exclusivamente a este modelo e que no fundo faz dele um verdadeiro clássico no mundo automóvel.
Claro que depois do Mk1, muita coisa foi mudando, ou melhor evoluindo, no MX-5 quer com os Mk2 e 2.5, quer com o MK3 (e brevemente Mk3.5), no entanto o modelo original com aqueles faróis escamoteáveis, continua a ter um encanto muito especial. No entanto por razões muito pessoais, aquele que mais admiro e melhor conheço é o Mk2.5... ;-)
Sou assumidamente um apaixonado pela Lotus a todos os níveis, desde os modelos de estrada (mesmo daqueles modelos pouco gloriosos) até aos de competição, no entanto este modelo tão simples e cumum que é o MX-5 continua a fazer as minhas delícias e a provocar-me um rodar de cabeça de cada vez que passo por um ou algum passa por mim.

Por outro lado fez-me passar a admirar bastante essa marca generalista que é a Mazda (que felizmente está cada vez mais japonesa e menos dependente da Ford). Os meus Parabéns à Mazda e ao MX-5.
PJC

quarta-feira, 4 de março de 2009

Lego Technic

Já aqui falei falei de algumas marcas de brinquedos que marcaram a minha infância e adolescência, mas a verdade é que a que foi mais influente e marcante, foi sem dúvida a LEGO.

Não me recordo como foi o meu primeiro contacto com aquelas peças plásticas de várias cores e feitios, mas tenho a certeza que foi desde muito, muito pequeno, ao ponto de ter poucas ou nenhumas recordações, pois a minha memória na altura assimilava ainda muito pouca coisa. Mas tenho a certeza que foi com o "legos" da primeira metade dos anos setenta, dos meus tios mais novos.
Ao longo da minha infância e juventude, tive a sorte de mais ou menos uma vez por ano receber a minha caixinha de peças coloridas para montar das mais diversas formas possíveis. Não me recordo de ter tido nada da "Lego Duplo", mas quase tudo da fase seguinte, que já permitia ser bem mais creativo. Creio que é o que se poderá considerar o Lego clássico ou "system".

No entanto, foi por altura dos meus 10 ou 11 que recebi uma caixa Lego marcante. Era uma série nova, denominada "Lego Technic" e claro que o modelo era um automóvel. Era uma espécie de "Buggie" com direcção e suspensão tipo "Citroên 2CV" atrás.

Tal foi a minha devoção a este modelo que no ano seguinte, recebi aquela que era então a referência principal desta série. Era a "Lego Technic 8860". No fundo era um chassis de automóvel (claro) mais evoluído, que tinha uma série de funcionalidade mecânicas. Tinha direcção de pinhão e cremalheira, um motor traseiro de 4 cilindros horizontais com ventuínha de radiador, caixa de 3 velocidades, diferencial, suspensão independente no eixo traseiro e bancos com regulação longitudinal e inclinação das costas. Tudo funcionava.
Uns anos mais tarde, o meu irmão recebeu o modelo que substituiu este, o "Lego Technic 8885", que para além de ter um aspecto mais moderno, pois já tinha uma espécie de "rollcage", que simulava o formato de uma carrossaria, acrescentava ainda algumas evoluções técnicas, como um motor V4, suspensão independente às 4 rodas, faróis escamoteáveis, bancos com encosto de cabeça, etc...
Ao fim de pouco tempo, comecei a misturar os componetes mecânicos de ambos, tendo chegado a contruir um chassis que simulava, um veículo 4x4, com direcção em ambos os eixos. Parecia um verdadeiro engenheiro mecânico.Passei dias inteiros dedicados a este "brinquedo", que foi o meu despertar prático para a mecânica automóvel e sem dúvida que teve grande influência na minha futura escolha de percurso académico.

De todos os "legos" que tive, estes dois foram sem dúvida alguma os que mais me marcaram e com os quais passei muitas e muitas horas, a montar, desmontar, criar, inventar, etc...

Que pena tenho, de hoje em dia não conseguir "brincar" da mesma forma com automóveis a sério...
PJC

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

José Megre

Foi com grande tristeza que no Sábado recebi a notícia da morte de José Megre.
Este Senhor é um pilar do automobilismo português, que eu apenas consigo encontrar paralelo em Alfredo César Torres (que infelizmente também nos abandonou prematuramente).
José Megre era por natureza um viajante. Ao contrário da maioria de nós que facilmente enumeramos os países onde já estivemos, ele há muito que contava pelos dedos das mãos aqueles que ainda não tinha visitado. Na realidade, faleceu com apenas 1 país soberano por visitar (Iraque), o que quer dizer que visitou e viajou por 193 países.
Foi o grande impulsionador do todo-o-terreno em Portugal, tendo o seu espírito de aventura levado-o a a participar no início da década de 80 no Paris -Dakar, usando para tal 3 dos saudosos UMM, tendo todos chegado ao fim.
Aqui fica um video recente, sobre o carro conduzido pelo José Megre, que depois de recuperado faz hoje parte do seu espólio.

Também no inicio da década de 80 criou o Clube Aventura, que foi responsável pela organização de diversos eventos TT.
Destacou-se a nível nacional e internacional pela qualidade das suas organizações, sejam elas passeios ou expedições TT a locais pouco cumuns, ou mesmo ao nível de provas internacionais de todo-o-terreno como as 24 Horas de TT (Fronteira), a Baja Portugal ou a Baja Portalegre (hoje Rali Transibérico).
O UMM referido na peça acima, ainda em Setembro de 2008 esteve exposto ao público, numa exposição que realizou numa propriedade familiar perto de Penamacor, onde juntou às viaturas que fazem parte do seu passado automobilístico (Datsun 1200, UMM, Nissan's Patrol, etc...) inúmeros objectos que foi aquirindo nos vários países que visitou, para além de brinquedos que foi coleccionando.
Para além do que refiro, muito haverá que contar sobre este Senhor do todo-o-terreno e do passeio-aventura. Certamente que nos próximos tempos terão lugar dignas homenagens a este homem a quem todos os apaixonados do TT tanto devem.
Um grande Bem Haja.
PJC

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

FIAT 500C

Está mesmo a chegar (será apresentado em Março no salão de Genebra) a mais recente variação desse carrinho tão engraçado que é o FIAT 500. Depois de ter surgido a versão mais desportiva sob a marca Abarth, eis que surge uma nova versão de carrosaria, que é a Cabriolet.Na verdade não é bem um cabriolet, mas sim aquilo que em tempos alguém chamou de "canvas top". Na prática é um tecto de lona retractil, que recolhe até à base do vidro traseiro, que replica o modelo usado originalmente nos Fiat Nuova 500 que saíram no final da década de 50, modelos que hoje para além de raros são caros. Para quem não se lembra desses modelos, direi que ao nível do tecto é semelhante ao sistema do actual Citroên C3 Pluriel.
Embora não seja exactamente um cabrio, acaba por resultar bem melhor, pois se fosse cabrio dificilmente conseguiria manter os 4 lugares da versão fechada, para além de alterar bastante a silhueta do carro, tornando-o muito mais caro de produzir e logo mais caro para quem o pretende comprar, mais pesado logo menos económico. Portanto, acho que foi uma boa opção.
O carro continua muito bonito e depois de uma Vespa, é seguramente a melhor opção para andar em grande estilo na cidade e arredores.
PJC

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Marklin

No seguimento dos post anterior dedicado a brinquedos, eis que tenho fazer referência novamente a brinquedos, embora estes sejam mais de graudos...
Efectivamente a conjuntura económica actual não está mesmo nada famosa.
Foi hoje notíciado que a Marklin decretou insolvencia depois de lhe ter sido recusado um empréstimo bancário de 50 Milhões de Euros.
http://www.ft.com/cms/s/0/a27e150c-f2dc-11dd-abe6-0000779fd2ac.html
Claro que será muito triste se esta marca desaparecer (algo que pode não chegar a acontecer) não só por todos os factores sociais envolvidos, mas porque é de facto um ícone das miniaturas à escala, sendo venerada por miudos e graúdos em todos os continentes.
Mas o facto mais triste tem a ver com o facto desta grande marca comemorar este ano 150 Anos. Seria muito mais bonito que os comemorassem com uma grande festa, do que com uma falência...
Vamos aguardar pelos desenvolvimentos... pode ser que consigam dar a volta por cima.
PJC

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Playmobil

Neste post vou fazer uma pausa nos automóveis e fazer uma pequena incursão aos mundo dos brinquedos de que também sou fã. Faleceu ontem o alemão Hans Beck. O que só por sí não é notícia, no entanto se eu disser que foi o inventor da Playmobil, aí já diz algo a muita gente. De facto até ontem, eu também desconhecia quem era este Sr., mas ao longo dos meus tempos de infância fui um grande adepto desta marca de brinquedos.Tive alguns modelos, que recebia ou no Aniversário ou no Natal (não é como agora que os putos recebem prendas por tudo e por nada, mesmo sem as merecerem) e porque sempre estimei os meus brinquedos, ainda hoje os tenho (algures) em razoável bom estado de conservação.Obviamente que a maioria dos modelos que tive eram automóveis ou veículo "motorizados" em geral :D, pois felizmente quase toda a gente sabia bem do que eu gostava. Os primeiros modelos que me chegaram às mãosnão se chamavam Playmobil, mas sim Famobil. Tanto quanto me lembro vinham de Espanha, pois creio que inicialmente não se vendiam em Portugal e do outro lado da fronteira adoptavam este nome.Confesso que já à algum tempo tempo que a minha memória não passava por este meus brinquedos, mas aproveitei o facto para fazer um rápido "flashback". Por isso aqui ficam algumas fotos de modelos que tive (tenho) e outros contemporâneos que desejei ter.
PJC

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

S 2000 Ultimate Edition

Não sei se tem ou não a ver com a crise global, mas a Honda depois de se retirar de tudo o que era competição á excepção do MotoGP, anunciou que durante o corrente ano irá terminar a produção do Honda S2000.Depois de ter sido lançado em 1999 (pois... já tem uns anitos), desde cedo este modelo impressionou quer pelo seu motor 2.0 atmosférico que debitava 240cv e que só chegava ao "redline" às 9.000rpm, já para não falar da beleza, qualidade dos seus interiores bem construidos, que aliavam requinte e simplicidade funcional. Ao fim de dez anos, foram produzidos e vendidos mais de 110.000 carros, tendo o mercado europeu absorvido cerca de 20.000 veículos.Para terminar em grande, a Honda decidiu lançar uma versão final, que mecanicamente nada difere do modelo actual, simplesmente tem alguns retoques estéticos e que chamou de Ultimate Edition, sendo todos os modelos numerados.Nesta versão pode-se escolher qualquer cor... desde que seja branco :-). Mas não é um branco qualquer, é o branco que foi usado no primeiro modelo de Formula 1 da marca em 1964. Ainda no exterior temos as novas jantes de 5 braços em liga leve escurecida (gosto mais das anteriores) e as letras S2000 em preto. No interior temos estofos em pele e carpetes em vermelho, de que não sou fã, mas que segue um pouco a tradição de cores usada nos modelos Type-R que vão buscar inspiração às cores da bandeira japonesa.Em resumo, este magnifico modelo que é apreciado quer pelos seus proprietários, quer por aqueles que desejam vira a sê-lo, vai despedir-se em grande e certamente vai deixar muitas saudades. Quem o tem certamente ficará mais agarrado a ele pois é um carro que vai passar a ser cada vez mais exclusivo. Quem não o tem, mas sonha em tê-lo mesmo em 2ª mão, vão provavelmente vê-lo valorizar um pouco a partir deste momento (a menos que a crise se mantenha).Só espero sinceramente que com esta onda de cortes de custos e investimentos, a Honda não deixe por muito tempo o lugar ocupado pelo S2000 vazio e que rapidamente faça chegar ao mercado outro modelo de excepção.
PJC