Este fim de semana teve lugar mais uma edição da Automobilia Ibérica na Moita, que já vai na sétima edição.Sendo esta a 4ª edição que presenciei, considero que não foi a que mais me surpreendeu, o que pode até não querer dizer nada, pois a verdade é que ao final de uns anos já começa a ser dificil apanhar grandes surpresas, ainda assim dá sempre gosto ver uma série de automóveis, uns mais clássicos que outros, de boa saúde. É que embora o evento seja de automobilia, todos os visitantes que tem o seu clássico aproveitam a oportunidade de ir até lá com ele e desfilar pelo parque de estacionamento para depois pará-lo num local onde dê bem nas vistas para todos o poderem apreciar.
Não sendo este um evento onde aparecem grandes relíquias e raridades, não deixa de ser interessante apreciar uma série de veículos mais populares, mas ainda assim muito interessantes.
Na tarde de Sábado a afluência era bastante, com muitos aficionados dos automóveis clássicos, bem como muitos curiosos, já que esta "coisa" dos automóveis chama sempre muita gente (e com entrada livre ainda mais). Não sei se os expositores em geral fizeram bom negócio, mas eu pela minha parte dei o meu contributo e lá trouxe mais umas miniaturas. :D
O meus parabéns à organização, que continua a manter a Moita no mapa dos Clássicos.
PJC

















Só que os japoneses são tramados e não se limitaram a copiar o estilo ou design, conseguiram também imitar o comportamento, a simplicidade e até a sonoridade, mas acima de tudo conseguiram dotar este pequeno carro de uma "fonte" de puro prazer de condução (mesmo a velocidades perfeitamente legais) tal como Lotus Elan original de onde foram "beber" inspiração. Só que aqueles senhores do sol nascente (ainda que este modelo tenha sido maioritáriamente idealizado na Mazda Califórnia), foram mais além e dotaram o MX-5 de algo pouco cumum no que diz respeito a veículos descapotáveis, que foi uma excelente qualidade de construção, associada à já tradicional fiabilidade japonesa, com custos de manutenção muito baixos, bem como um extremamente acessível preço de aquisição (pelo menos em quase todo o mundo, excepto Portugal).

No fundo, foram todas estas características que fizeram do Mazda MX-5 o ícone que é hoje, com apreciadores em todo o mundo, com imensos clubes dedicados exclusivamente a este modelo e que no fundo faz dele um verdadeiro clássico no mundo automóvel.



Por outro lado fez-me passar a admirar bastante essa marca generalista que é a Mazda (que felizmente está cada vez mais japonesa e menos dependente da Ford). Os meus Parabéns à Mazda e ao MX-5.







Ao fim de pouco tempo, comecei a misturar os componetes mecânicos de ambos, tendo chegado a contruir um chassis que simulava, um veículo 4x4, com direcção em ambos os eixos. Parecia um verdadeiro engenheiro mecânico.Passei dias inteiros dedicados a este "brinquedo", que foi o meu despertar prático para a mecânica automóvel e sem dúvida que teve grande influência na minha futura escolha de percurso académico.


Na verdade não é bem um cabriolet, mas sim aquilo que em tempos alguém chamou de "canvas top". Na prática é um tecto de lona retractil, que recolhe até à base do vidro traseiro, que replica o modelo usado originalmente nos Fiat Nuova 500 que saíram no final da década de 50, modelos que hoje para além de raros são caros. Para quem não se lembra desses modelos, direi que ao nível do tecto é semelhante ao sistema do actual Citroên C3 Pluriel.
O carro continua muito bonito e depois de uma Vespa, é seguramente a melhor opção para andar em grande estilo na cidade e arredores.
Claro que será muito triste se esta marca desaparecer (algo que pode não chegar a acontecer) não só por todos os factores sociais envolvidos, mas porque é de facto um ícone das miniaturas à escala, sendo venerada por miudos e graúdos em todos os continentes.
Seria muito mais bonito que os comemorassem com uma grande festa, do que com uma falência...
Tive alguns modelos, que recebia ou no Aniversário ou no Natal (não é como agora que os putos recebem prendas por tudo e por nada, mesmo sem as merecerem) e porque sempre estimei os meus brinquedos, ainda hoje os tenho (algures) em razoável bom estado de conservação.
Obviamente que a maioria dos modelos que tive eram automóveis ou veículo "motorizados" em geral :D, pois felizmente quase toda a gente sabia bem do que eu gostava.
Os primeiros modelos que me chegaram às mãosnão se chamavam Playmobil, mas sim Famobil. Tanto quanto me lembro vinham de Espanha, pois creio que inicialmente não se vendiam em Portugal e do outro lado da fronteira adoptavam este nome.
Confesso que já à algum tempo tempo que a minha memória não passava por este meus brinquedos, mas aproveitei o facto para fazer um rápido "flashback". Por isso aqui ficam algumas fotos de modelos que tive (tenho) e outros contemporâneos que desejei ter.
Depois de ter sido lançado em 1999 (pois... já tem uns anitos), desde cedo este modelo impressionou quer pelo seu motor 2.0 atmosférico que debitava 240cv e que só chegava ao "redline" às 9.000rpm, já para não falar da beleza, qualidade dos seus interiores bem construidos, que aliavam requinte e simplicidade funcional.
Ao fim de dez anos, foram produzidos e vendidos mais de 110.000 carros, tendo o mercado europeu absorvido cerca de 20.000 veículos.Para terminar em grande, a Honda decidiu lançar uma versão final, que mecanicamente nada difere do modelo actual, simplesmente tem alguns retoques estéticos e que chamou de Ultimate Edition, sendo todos os modelos numerados.
Nesta versão pode-se escolher qualquer cor... desde que seja branco :-). Mas não é um branco qualquer, é o branco que foi usado no primeiro modelo de Formula 1 da marca em 1964. Ainda no exterior temos as novas jantes de 5 braços em liga leve escurecida (gosto mais das anteriores) e as letras S2000 em preto. No interior temos estofos em pele e carpetes em vermelho, de que não sou fã, mas que segue um pouco a tradição de cores usada nos modelos Type-R que vão buscar inspiração às cores da bandeira japonesa.
Em resumo, este magnifico modelo que é apreciado quer pelos seus proprietários, quer por aqueles que desejam vira a sê-lo, vai despedir-se em grande e certamente vai deixar muitas saudades. Quem o tem certamente ficará mais agarrado a ele pois é um carro que vai passar a ser cada vez mais exclusivo. Quem não o tem, mas sonha em tê-lo mesmo em 2ª mão, vão provavelmente vê-lo valorizar um pouco a partir deste momento (a menos que a crise se mantenha).
Só espero sinceramente que com esta onda de cortes de custos e investimentos, a Honda não deixe por muito tempo o lugar ocupado pelo S2000 vazio e que rapidamente faça chegar ao mercado outro modelo de excepção.